sexta-feira, 8 de junho de 2012

A RIQUEZA DAS NAÇÕES


Adam Smith defende a não participação do estado nos assuntos econômicos, por meio de sua obra procura mostrar a importância que cada operário tem se procurar desempenhar o que cada um tem de melhor e como conseqüência teria uma alta produção e também uma boa produtividade, quesito esse que é bem explorado pelos detentores dos meios de produção.

O livro também aborda as necessidades” que o sistema capitalista vem criando ao longo de sua história e com isso sempre estimulando a população para o consumo desenfreado e desnecessário. Apartir de tais necessidades imposta pelo mercado. Identifiquei que Smith de forma muito feliz é contra a formação de cartéis no mercado, mostrando a importância que tem a livre concorrência , pois só com ela conseguiremos uma maior produção com preços mais baixos,ou seja, o próprio mercado regula seus preços a partir da quantidade, oferta e procura, tornando assim os preços mais justos e competitivos favorecendo o consumidor que é a grande engrenagem que faz movimentar o mercado.

Enfim, Adam Smith mostra com muita propriedade que a partir do momento que o homem passa a defender os seus próprios interesses a possibilidade de ocorrer um beneficio para um número maior de pessoas passa a ser bem mais amplo com uma maior justiça social. O autor também defende que desigualdade entre as pessoas motiva as mesmas procurarem superar novos desafios e obterem mais conhecimentos.




Referênçia

SMITH Adam. As Riquezas das Nações






A REVOLUÇÃO FRANCESA


Após a leitura e analise do texto concluir que a revolução francesa apesar de estar pautada nas idéias de “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE” o principal interesse era de uma vez por todas exterminar com todos os resquícios do feudalismo principal foco de todas as revoluções burguesas, que podemos incluir também a Revolução Francesa.

A revolução aponta de forma bem nítida a elevação da sociedade burguesa e a capitalista na história da França, para a burguesia era necessário a liberdade comercial para obtenção de altos lucros o só assim a mesma poderia tomar posse dos meios de produção, e explorar o proletariado. Entretanto, ainda os modos de produção feudal faziam que o poder continuasse nas mãos de poucos, impossibilitando de maneira determinante o desenvolvimento do capitalismo que só seria totalmente implantado com o estabelecimento da democracia liberal.

No ponto de vista social a Revolução Francesa não garantiu de forma imediata o aparecimento de novas relações sócias, mas a passagem do feudalismo para o capitalismo favoreceram muito o processo de diferenciação entre as classes rural e urbana, além de libertar os pequenos e médios produtores da propriedade fundiária feudal do sistema corporativo.

Portanto, volto a afirmar que a Revolução Francesa marcou de vez a história contemporânea como uma revolução burguesa clássica varrendo de uma vez por todas o regime senhorial e a feudalidade, com o estabelecimento da democracia liberal.




Referência:

ALBERT Soboul. A Revolução Francesa



AS REVOLUÇÕES BURGUESAS


No texto fica claro que as revoluções burguesas foram movimentos criados pela burguesia para garantir a consolidação do sistema capitalista que ainda sofria resistência em alguns setores que insistiam em manter o modo de produção feudal. Podemos citar de revoluções burguesas as Revoluções Inglesas XVII, a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. A Revolução Inglesa (1640-1660) é compreendida historicamente como A Grande Rebelião, A Revolução Puritana e A Guerra Civil que juntas transformaram todo um cenário político econômico e religioso na Inglaterra, que até então não satisfaziam os interesses burgueses.

A burguesia necessitava de uma grande produção de mercadorias e de um alto consumo para ampliar seu lucro e favorecer um grande acumulo de capital. Entretanto, a intervenção do Estado nos assuntos econômicos terminava que freando as pretensões econômicas da burguesia, a partir desse momento surge o interesse da liberdade comercial para facilitar a implantação do capitalismo, fazendo com que os burgueses chegassem ao seu objetivo.

Perante esse cenário, uma grande transformação econômica e social era necessário para promover a distribuição das terras (principal fonte de riqueza na época) que pertenciam só à nobreza e a Igreja, e com essa transformação todo um sistema social foi mudando de cima para baixo o que era muito interessante para os negócios capitalista, pois a mesma terminava que distribuindo toda essa terra para várias classe da sociedade dando a oportunidade aos burgueses de comprá-las, além da nacionalização dos impostos e das moedas que favoreciam aos burgueses aumentarem seus lucros e suas transações ao longo do tempo acumularem bens.

Portanto, a maior beneficiada com as revoluções foi a burguesia, pois o poder que até então estava apenas nas mãos da nobreza passa a ser manipulado agora também pelos burgueses .



A CRISE GERAL DA ECONOMIA EUROPÉIA NO SÉCULO XVII


O autor apresenta em seu texto os motivos que levaram a economia européia passar por uma crise geral no século XVII. Essa crise acabou dando início a uma grande mudança em toda estrutura econômica e política da Europa, fundamentada até este período nos moldes de produção feudal que aos poucos começava a dar sinais claros de uma transição para o capitalismo, mas que ainda apresentava alguma resistência.

Durante a leitura do texto foi observado que apesar de certa regressão na economia européia esse não foi o motivo fundamental para o inicio da crise e sim um dos fatores que somados a outros contribuíram para a deflagração da mesma além de uma necessidade de acabar de uma vez por todas com os entraves existente que de uma forma muito acentuada ainda impediam o desenvolvimento do modo de produção capitalista.

O comércio sofreu um declínio muito grande devido a revolução sofrida pelas duas principais zonas comerciais internacional que são o Mediterrâneo e o Báltico. Em conseqüência a queda das vendas e a diminuição dos lucros que favoreceram muito para a deflagração da crise, o modo de trabalho assalariado onde as pessoas satisfaziam suas necessidades através de sua própria produção davam um freio as idéias burguesas capitalistas que visavam altos lucros.

Após a leitura, a idéia que tive foi que a crise da economia européia no século XVII foi uma ferramenta usada pela burguesia que pretendia de uma vez por todas introduzir os modos de produção capitalista para obtenção de altos lucros, idéia essa que ainda mesmo com a decadência do modo de produção feudal ainda sofria resistência no meio da população e no meio político. Nesse momento a necessidade de uma crise geral fica eminente para a implantação definitiva das novas idéias que surgiram naturalmente depois da crise e serviriam como impulso para um novo sistema político e econômico.




REFERÊNCIA:

HOBSBAWM, Eric J. . A crise geral da economia européia no século XVII. In: Santiago, Do Feudalismo ao Capitalismo. SP: contexto, 1998.



O DISCURSO DO MÉTODO


No texto o autor apresenta o caminho que o mesmo percorreu para encontar o equilíbrio de sua razão e a verdade sem a intenção de criar um método universal para que seu seus leitores sigam, mas apenas que os mesmos entendam que se cada um estabelecer métodos e critérios chegarão ao equilíbrio com sua a razão para que a mesma controle todos os passos de suas vidas.

Durante a leitura observei também que Descarte motiva o leitor a interagir com a experiência vivida por ele para obter o máximo de conhecimento e com isso poder provar à existência de Deus através da ciência atrelada a razão, munidos de evidências e idéias claras verdadeiras. O discurso foi dividido em 06 partes distintas onde é narrado passo a passo da experiência do autor que procurarei interpreta cada uma apartir de agora.

Na primeira parte Descates narra sua experiência escolar e a importância do conhecimento das letras e da leitura para chegada ao conhecimento e não via diferença entre ele e seus outros colegas apesar de alguns já serem mestres, entretanto mesmo assim ele abandona o estudo das letras e procura na ciência e em si mesmo as respostas para suas duvidas e a razão difinitiva baseado na verdade.

Na segunda parte é apresentada uma metodologia balisada em regras que o autor seguiu para chegar ao seu objetivo enfatizando a discordância com todos os métodos ate então propostos colocando a sua razão como pilar principal para a buscada verdade, partindo do pressuposto que só serão aceitas as coisas conhecidas de modo evidente, dividindo as dificuldades em menores parcelas o quanto fosse necessaris para se chegar a uma solução, procurando sempre a busca dos pensamentos mais simpres até a chegada dos mais complexos e registrando sempre os passos utilizados nos seus estudos.

Na terceira e quarta parte Descartes narra algumas regras sobre a moral do seu método e também procura provar a existência de Deus e da alma humana fundamentando assim sua metafísica através dessa comprovação e com isso legitimando que tudo que somos e fazemos só podem ser garantidos através da existência de um Deus verdadeiro o qual nos dar tudo.

Na quinta parte Descartes relata as questões encontradas por ele durante a construção de seu método, entre elas podemos citar como às vezes, só há calor sem luz, e outras vezes, luz sem calor, como pode introduzir varias cores sem corpos e numerosas outras qualidades, como funde uns e endurece outros, emfim são questões físicas que o autor procurar investigar.

Finalmente na ultima parte Descartes faz um apanhado de vários assuntos focando a união entre o corpo e o espírito e a busca da razão e a verdade sempre legitimada nas coisas que são fisicamentes claras e evidentes.




Referências

DESCARTES,Réne,O discurso do método



A UTOPIA


O livro de Thomas Morus é uma critica a todo um sistema político e econômico que vinha sendo implantado até então. No livro Thomas mostra os absurdos e as injustiças cometidas pelo sistema de produção feudal que começava a entrar em decadência.

Morus apresenta uma sociedade alicerçada na igualdade e na ausência da propriedade privada, onde o solo era propriedade de todos e de onde se tiraria os meios de sobrevivência da população. Segundo o autor é impossível conseguir união e igualdade entre as pessoas com a presença da propriedade privada.

Utopia é uma cidade que só existe no imaginário do autor devido à perfeição com que a mesma é apresentada: pessoas com interesses únicos onde tudo que é produzido é dividido entre todos e o excedente é dividido com outras cidades, todos eram cristãos e tinham direito a escolha de sua religião com a existência de um único Deus.

Partindo de um pressuposto capitalista que era introduzido com a decadência do feudalismo, onde o lucro e a propriedade privada e a exploração da mão de obra operária são pilares fundamentais para o funcionamento desse sistema econômico, a utopia só pode ser um sonho, pois a religião, a política, a educação, enfim tudo é direcionado para o individualismo e para o acumulo de bens, uma sociedade voltada para o consumo desenfreado onde o supérfluo e exaltado com necessidade primordial e a produção em massa e estimulada a todo o estante.

Portanto, a Utopia no meu entendimento seria a tão sonhada sociedade socialista nos dias de hoje, mas que sinceramente percebo que é muito complexo de ser aplicado, pois a individualidade do ser humano é exaltada a todo o momento, legitimando o capitalismo selvagem e as injustiças e desigualdade sociais em que vivemos.




REFERÊCIAS:

MORUS,Thomas:Utopia


O RENASCIMENTO


No texto aborda as conseqüências e os motivos que levaram a acontecerem tantas mudanças tanto no âmbito artístico, religioso, político e comercial século XIV, XV E XVI. Nessa analise é apontada uma das grandes principais mudanças acontecida que foi a mudança do feudalismo para o capitalismo que abalou toda a estrutura de vida das pessoas da época. No século XIV a principal mudança foi à crise do sistema feudal devido principalmente a guerra dos Cem Anos, Peste negra e as grandes revoltas populares, já no século XV a revolução comercial e a formação dos estados nacionais foram os principais motivos das mudanças ocorridas e finalmente no século XVI a Reforma Luterana e a infiltração do calvinismo na Inglaterra foram os fatos que mais se destacaram nesse período.

Como ficou claro o renascimento foi uma avalanche de mudanças e acontecimentos que culminaram em grandes renovações que surgiram em decorrências de crises que sempre levam a novos rumos para a humanidade. Nas artes, começa a serem retratados nas pinturas das pessoas os detalhes da beleza humana colocando sempre a figura humana no centro se afastando cada vez mais de Deus, na religião a reforma luterana leva a humanidade para uma nova visão do divino aproximando mais o homem de Deus abolindo os empecilhos colocados pela Igreja Católica nesse período e finalmente na área política e comercial a transição do sistema econômico feudal para o capitalismo.

Como conseqüência de tudo isso temos uma nova ordem mundial que é imposta e passa conduzir a vida de toda a população, baseada na produção em massa dos produtos de consumo e a exploração cada vez maior do proletariado e o acúmulo de bens cada vez mais dos detentores dos meios de produção.

Em fim entendo que o um dos fatores mais marcante do renascimento foi a diversidades de idéias e manifestações além de uma mudança na área cultural atreladas a algumas praticas de produção que culminaram no enorme avanço sofrido pela humanidade que certamente de uma forma ou de outra iria acontecer, pois a necessidade de uma cosa nova já era clara.

REFERÊNCIAS

SEVCENKO Nicolau,O Renascimento