quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A CRISE DO FEUDALISMO

TEXTO 2


Adhemar Marques


     A crise do feudalismo do século XIV é tema obrigatório para se compreender o périodo de transição, ou a passagem do feudalismo ao capitalismo.
     O texto dois trata sobre a decadência do feudalismo, o autor diáloga com dois autores, Perry Anderson e Giuliano Conte, os dois autores em questão situam o periodo histórico e analisam o íncio da desintegração do modo de produção feudal.
     Alguns dos motivos analisados são:
- Questões agrárias
- Falta de técnologia
- Questões naturais (desequilibrio ecológico)
- Escarces de mão de obra (devido ao exodo rural)
- Cobrança de altos impostos
     Perry Anderson coloca como motivo principal da crise que afetava a Europa naquele momento as limitações objetivas ao desenvolvimento das forças produtivas. Como por exemplo o aumento da população aliado a improdutividade das terras causadas pelo mau uso do solo, levaram ao cultivo de culturas inferiores, como a aveia. Isso acabou por provocar um aumeto do mercado internacional.
     Já Giuliano Conte faz uma analise da crise geral a partir de uma perspectiva do materialismo histórico. O autor enfatisa o aparecimento da renda em diheiro na economia feudal como causa principal da crise do sistema feudal e preocupa-se também em identificar o que causou a evolução da sociedade feudal para uma organização capitalista de produção. Preocupa-se também em enfatizar a exploração feudal e a luta de classes dos camponeses como responsáveis pelo desajuste do sistema feudal.




      
 

CONCEITO DE MODERNIDADE

TEXTO 1


A "ÉPOCA MODERNA"



   O período que se refere a "época moderna" enquanto objeto de estudo pode ser questionado, a depender do parâmetro usado pelo estudioso. Alguns definem que o período que se estende, da crise da sociedade feudal européia do século XIV às revoluções democráticas burquesas dos séculos XVII e XVIII compreende a "época moderna".
   O periodo da história européia que vai de 1500 a 1800 pode ser cosiderado de progresso. Começa com o renascimento e acaba com o iluminismo. Esse progresso porém é irregular, há periodos de regressão, e quando o progresso geral  recomeça não se retoma necessariamete nas mesmas aréas.
  Mas, o que define essa época como "moderna"? Constratar o atual, o recente, ao que é velho e utrapassado seria uma resposta possível a essa pergunta.
   A noção de "moderno" não basta por si só para dizer algo de concreto ou definitivo sobre o período  que queremos analizar. Modernos foram os norminalistas medievais, os humanistas do renascimento, e aqueles que no século XVII, travaram formidável batalha contra os "antigos".
   Época em que se destacou não as transformações econômicas, em geral bem mais conhecidas, mas as de caráter político e ideológico para podermos explicar as principais características dos processos mentais e políticos, das novas visões do mundo, e das distintas formas de pensamento.
   Surge então, uma nova forma de situar  as relações homem-natureza, a luta da igreja contra o espírito matemático-natural expressam-se através de Giordano Bruno e de Galileu Galilei - "porém o que não toleravam (as autoridades eclesiásticas) porque ameaçavam os pilares do sistema, era o novo conceito de verdade anunciado por Galileu". Ao lado da verdade revelada, haverá agora uma verdade da natureza, autônoma, com sua própria linquagem e suas leis, ao alcance do homem.
   O eclesiástico - cede lugar pouco a pouco, diante da imanência, possibilitando uma nova visão do mundo: terrena e humana, ou seja imanente, natural, racional.
   O processo de secularização ou laicização tendeu a opor cada vez mais a razão à religião, o humano ao divino, o natural ao sobrenatural, tendo seu ponto culminante nas "Luzes" do século XVIII.
   Em suma, o "mundo moderno" é o espaço-tempo em que se constrói uma nova visão do mundo nas sociedades ocidentais.